“ Este receberá plácido e brando, "Camões na gruta de Macau" (c. 1853): duas vezes a obra de Francisco Metrass me surgiu nesta semana: primeiro, no Museu Nacional de Arte Contemporânea (Lisboa, Portugal), onde pude fotografá-la; depois, lendo Camões Poeta, herói n'Os Lusíadas, de Helena Buescu, no qual há um capítulo dedicado à passagem camoniana (lendária ou não) por Macau. A estrofe 128-X d'Os Lusíadas (acima) referencia esse episódio.
No seu regaço os Cantos, que molhados
Vêm do naufrágio triste, e miserando,
Dos procelosos baixos escapados:
Das fomes, dos perigos grandes, quando
Será o injusto mando executado
Naquele, cuja Lira sonorosa,
Será mais afamada que ditosa. "