
Aprecio,
pelo débil instante em que vive,
o poema de asas frágeis
― que fulgura, matutino,
dentre cortinas que balançam;
o poema pousado na cabeceira
arrepiado
recém-alevantado
de um travesseiro recheado de onirismos;
o poema que cai,
fantasmático,
não se vê onde.
Um poema suposto.
Rascunho: 2021 • Caldas, Brasil | Edição: 2026 • São Paulo, Brasil | Fotografias: 2025 • Campos do Jordão, Brasil