Um devaneio é um repouso dos ossos vivos: uma sepultura mansa e arejada no coração de uma montanha que se inventa. Uma montanha que se constrói aos poucos, mentalmente, em meio à azáfama dos minutos que se atropelam. Dos minutos que se matam. Dos que precisam de uma sepultura mansa e arejada — no coração da montanha que ajudam a inventar.
Rascunho: 2022 • Caldas, Brasil | Edição: 2026 • São Paulo, Brasil | Fotografia: 2026 • Maras, Peru