Lidos entre pesquisa acadêmica e pausas:
- Pátria, Guerra Junqueiro
- Os simples, Guerra Junqueiro
- Frankenstein, Mary Shelley (tradução de Santiago Nazarian)
- Finis Patriae, Guerra Junqueiro
- Camões Poeta, Herói n’Os Lusíadas, Helena Buescu
- Giovanni's room, James Baldwin
- Camões: Os Lusíadas e a Renascença em Portugal, J. P. Oliveira Martins
- Já não me deito em pose de morrer — poemas escolhidos, Cláudia R. Sampaio
- A geração de 70 — uma revolução cultural e literária, Álvaro Manuel Machado
- A fome de Camões, Gomes Leal
A maior parte das leituras finalizadas neste mês foi em torno de Camões ou do Camões lido pela Geração de 70. Frankenstein foi meu Halloween estendido. Giovanni's room veio comigo da Shakespeare and Company, começou a ser lido logo no avião e me permitiu estender minha passagem por Paris. Meus poemas preferidos foram de Guerra Junqueiro, mas guardo aqui estes versos da Cláudia R. Sampaio:
Gosto de coleccionar restos de dias,
aqueles minutos em que nada se viveu.
Dou-lhes uma nova oportunidade, lavro-os e
estendo-os à boca.
Há nestes minutos em segunda mão
uma comovente vontade de deixarem
de ser cadáveres.
Superam-se, glorificando-se num
novíssimo nada, porém, não menos
importantes que os velhos minutos
aproveitados.
Em janeiro, foram várias as caminhadas de fim de tarde até o Chiado e mais de um sábado também por lá, aproveitando livrarias e cafés. Três os museus, todos lisboetas: Museu Arqueológico do Carmo, Museu Nacional de Arte Contemporânea e Museu da Marioneta. Pela janela, os telhados alfamenses constantemente molhados pela chuva, e o Tejo, cinza e ligeiro. Inverno já quase pela metade.
Sobre as imagens: a edição que aparece na primeira fotografia é do início do século XX, contemporânea ao próprio Junqueiro, e foi um achado na Feira dos Alfarrabistas do Chiado aos sábados. Já os cartões-postais são obras expostas no Museu Nacional de Arte Contemporânea; as que aparecem em destaque mostram, de cima para baixo, as pinturas: "Paisagem tirada da Charneca de Belas ao pôr-do-sol" (1879), de António Silva Porto, e "Contemplação" (1911), de António Carneiro.