Quisesse a alma

Há instantes em que a alma nos sai mesmo do corpo, caminha pelo teto, caminha pelo mar, descobre continentes que só as almas veem. Quisesse a alma, a alma construiría impérios: apenas para vê-los destruídos, dançar sonhos sobre suas ruínas. Apenas para assombrar continentes que ninguém mais vê, e os sonhos que fingem que veem. Mas a alma se contenta com o corpo, em assombrar os restos do corpo. (Que bonitas são as almas, que almas puras as almas têm.)

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Criadora

Larissa Fonseca e Silva, 1998. Nascida em Caldas, no sul de Minas Gerais, crescida dentre livros e montanhas. Mestra em Teoria Literária e Crítica da Cultura pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e doutoranda em Literatura Portuguesa na Universidade de São Paulo (USP). "Crio com a ponta dos dedos, no raio do sol vejo a magia da poeira e sei que há sentido no decompor das coisas pois até os resquícios dançam." Registro e guardo aqui.