No composto decomposto das coisas

Vejo simbolismo em tudo e transito entre. Entre. Entre o que não sei. O que sinto. Crio com a ponta dos dedos, no raio do sol vejo a magia da poeira e sei que há sentido no decompor das coisas pois até os resquícios dançam. Já sei qual escrita me corre mais fácil, com mais prazer, o estilo em que a voz se sente mais à vontade para os escorregos não-acidentados. E eu sei que gosto do mágico, do afável inefável de tudo, do que me é fácil dizer. Das palavras que, quando me dou conta, já estão ditas. Decompondo-se calmas sobre a folha como a camada branca que se insiste sobre os móveis. Diariamente.

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Criadora

Larissa Fonseca e Silva, 1998. Nascida em Caldas, no sul de Minas Gerais, crescida dentre livros e montanhas. Mestra em Teoria Literária e Crítica da Cultura pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e doutoranda em Literatura Portuguesa na Universidade de São Paulo (USP). "Crio com a ponta dos dedos, no raio do sol vejo a magia da poeira e sei que há sentido no decompor das coisas pois até os resquícios dançam." Registro e guardo aqui.